António Redondo

ACRÓSTICO
António, bom colega e bom amigo
Não desejo deixar de te escrever:
Também te tenho muito que dizer
Ou muito que contar, mas não consigo
Nenhum tempo demais, para a valer
Invocar para mim, sem algum p´rigo
O Deus da correspondência, p´ra contigo
Redondo amigo me corresponder.
Enquanto te escrevo, estou à espera
Da hora de jantar. Estou com fome
Ou avidez, só proprios de fera.
Não posso escrever sequer o nome
De tanta a fome que me dilacera
O estômago e a vida me consome.
Braga, 5/5/926
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